Ecocardiograma com Strain: o que é, para que serve e quando pedir

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Ecocardiograma com strain detecta alterações no coração antes dos sintomas. Entenda o exame, quem precisa fazer e onde realizá-lo em consultório.

Quando o assunto é saúde do coração, a detecção precoce faz toda a diferença. E é exatamente aqui que o ecocardiograma com strain ganha destaque. Um exame que consegue identificar alterações no músculo cardíaco muito antes que qualquer sintoma apareça ou que os exames convencionais acuse alguma anormalidade.
Se o seu médico já mencionou esse exame ou se você quer entender melhor o que ele avalia, este artigo explica tudo de forma simples e direta.

O que é o ecocardiograma com Strain?
O ecocardiograma com Srain — também chamado de ecocardiograma com Speckle Tracking ou ecocardiograma com análise de deformação miocárdica — é uma evolução do ecocardiograma tradicional. Ele utiliza o ultrassom do coração para ir além das imagens convencionais e medir, com precisão, como o músculo cardíaco se deforma durante cada batimento.
No ecocardiograma convencional, o médico avalia estruturas como câmaras, válvulas e a fração de ejeção, que indica a porcentagem de sangue bombeada a cada contração. Já no ecocardiograma com Strain, o software do aparelho rastreia pontos específicos do miocárdio (o músculo do coração) e calcula o quanto cada região se encurta, alonga e torce durante o ciclo cardíaco.
O principal parâmetro analisado é o GLS — Global Longitudinal Strain, que representa a deformação global do ventrículo esquerdo no sentido longitudinal. Em termos simples: ele mede o quanto o coração “aperta” de cima para baixo a cada batida.

Por que esse exame é tão importante?
A resposta está numa palavra: precocidade.
O coração tem uma capacidade notável de se adaptar e compensar disfunções em estágios iniciais. Isso significa que, em muitas situações, a fração de ejeção — o parâmetro mais conhecido — pode parecer normal no exame mesmo quando já existe algum comprometimento do músculo. O strain consegue captar essas alterações sutis antes que a fração de ejeção caia.
Isso tem implicações práticas enormes. Um paciente em tratamento de quimioterapia, por exemplo, pode apresentar redução no strain semanas antes de qualquer queda visível na fração de ejeção. Identificar isso cedo permite ajustar o tratamento e proteger o coração com muito mais eficácia.
O mesmo vale para pacientes com:
Hipertensão arterial — o coração hipertenso pode ter strain alterado mesmo com fração de ejeção preservada
Diabetes — a cardiomiopatia diabética compromete a função longitudinal precocemente
Doenças autoimunes como lúpus e esclerose sistêmica
Miocardites — inflamações do músculo cardíaco, cada vez mais rastreadas após infecções virais
Atletas de alta performance — para diferenciar adaptações fisiológicas de alterações patológicas

Como é feito o exame?
O ecocardiograma com strain não tem nada de diferente em termos de preparação ou desconforto quando comparado ao ecocardiograma convencional. O paciente se deita numa maca, o médico aplica um gel condutor no tórax e posiciona o transdutor — um aparelho semelhante a um pequeno microfone — para captar as imagens do coração por ultrassom.
A diferença está no software do equipamento, que processa as imagens e realiza o rastreamento quadro a quadro dos pontos do miocárdio, calculando os parâmetros de deformação com base no movimento dessas marcações ao longo do ciclo cardíaco.
O exame é rápido, indolor, não usa radiação e pode ser feito diretamente no consultório. Não é necessário internação, cateter ou qualquer procedimento invasivo.

Ecocardiograma com Strain no consultório do Dr. Rodrigo Di Mingo
Um dos diferenciais do consultório do Dr. Rodrigo Di Mingo, cardiologista, é a disponibilidade do ecocardiograma com strain no próprio consultório. O aparelho utilizado conta com tecnologia de speckle tracking, o que permite realizar a análise completa de deformação miocárdica sem necessidade de encaminhar o paciente a clínicas externas.
Isso representa uma vantagem real no acompanhamento de cada caso: o médico que indica o exame é o mesmo que o realiza e o interpreta, com acesso direto ao histórico clínico do paciente. Essa integração entre consulta e imagem permite uma avaliação mais completa, mais precisa e mais personalizada.
Se você tem hipertensão, diabetes, faz acompanhamento oncológico ou pratica atividade física de forma intensa, conversar com o Dr. Di Mingo sobre a necessidade de realizar esse exame pode ser um passo importante na prevenção de complicações cardíacas.

Quando o ecocardiograma com Strain é indicado?
Nem toda consulta cardiológica exige esse exame — e é o médico quem avalia a necessidade. De forma geral, as principais indicações incluem:
Cardiotoxicidade por quimioterapia Pacientes em tratamento oncológico com agentes que podem afetar o coração (como antraciclinas e trastuzumabe) têm indicação formal de acompanhamento com strain para monitorar possíveis alterações precoces na função cardíaca.
Hipertensão arterial com boa resposta ao tratamento Mesmo com a pressão controlada, o strain pode revelar rigidez do músculo ou comprometimento da contração que não aparecem nos parâmetros convencionais.
Avaliação de atletas Corredores, ciclistas e praticantes de esportes de endurance podem desenvolver adaptações cardíacas que se parecem com doenças. O strain ajuda a distinguir o coração do atleta saudável de condições que requerem atenção.
Miocardite suspeita ou confirmada Após infecções virais — incluindo COVID-19 —, o strain tem sido utilizado para avaliar a extensão do envolvimento miocárdico.
Doenças sistêmicas com impacto cardíaco Lúpus, artrite reumatoide, amiloidose cardíaca e sarcoidose são exemplos de condições em que o strain auxilia na detecção e no monitoramento do envolvimento do coração.
Avaliação pré-operatória de cirurgias de alto risco O exame oferece informações funcionais mais detalhadas do que os parâmetros tradicionais, auxiliando na estratificação de risco cirúrgico.

Strain e fração de ejeção: entenda a diferença
A fração de ejeção (FE) é o parâmetro mais utilizado historicamente para avaliar a função do coração. Ela mede a porcentagem de sangue ejetada pelo ventrículo esquerdo a cada batimento — valores acima de 55% são considerados normais na maioria dos protocolos.
O problema é que a fração de ejeção depende de vários fatores fisiológicos e pode permanecer aparentemente normal mesmo quando a função do miocárdio já está comprometida. Isso acontece porque o coração usa mecanismos compensatórios que mantêm o volume ejetado dentro dos limites normais por um tempo.
O GLS detecta justamente essa disfunção subclínica — aquela que ainda não aparece na fração de ejeção mas já sinaliza que algo está fora do padrão. Por isso, os dois parâmetros são complementares, não excludentes.

O exame tem algum risco?
Não. O ecocardiograma com strain utiliza ultrassom, sem radiação ionizante, sem contraste injetável (na maioria dos casos) e sem qualquer procedimento invasivo. É um exame seguro para adultos, crianças, gestantes e idosos.

Vale a pena fazer esse exame?
Depende da sua situação clínica. Se você tem fatores de risco cardiovascular, histórico familiar de cardiopatia, está em tratamento oncológico ou pratica exercícios de forma intensa, o ecocardiograma com strain pode oferecer informações que nenhum outro exame não invasivo entrega com a mesma precisão.
A melhor forma de saber se ele é indicado para você é conversar com um cardiologista — de preferência um que tenha acesso ao equipamento e à experiência para interpretar os resultados com precisão.


O ecocardiograma com strain representa um avanço real na avaliação cardíaca não invasiva. Ao medir a deformação do músculo do coração, ele oferece informações que os exames convencionais simplesmente não conseguem captar — e isso pode fazer diferença em decisões clínicas importantes.
Se você tem dúvidas sobre saúde cardíaca ou quer saber se esse exame faz parte do seu acompanhamento ideal, agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Di Mingo. Com o aparelho disponível no próprio consultório, é possível realizar a avaliação completa em uma única visita, com toda a integração clínica que um acompanhamento de qualidade exige.

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